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Práticas e pensamentos que levam à transformação do ser

Transformação interior

Terminou um ano e outro começou. Com a ideia de fechamento vem a possibilidade do rever, do refazer melhor, do renovar cenas e renovar-se como protagonista. É tempo de mudar a forma de pensar, de ser, sentir e agir. O convite “nada sutil”da época traz a energia do engajamento rumo a tempos melhores.
No entanto, ao criar esse olhar para a necessidade da transformação, ao criar a pausa para aprofundar e direcionar o foco para uma mudança e para a experiência do novo ou do mesmo melhorado, surgem os diversos desafios que estão imersos através de palavras auto sabotadoras como: “e se …”, “mas …”, “não sei…”, “não consigo” e tantas outras falas emanadas. Automaticamente, todo nosso intelecto (aquele capaz de julgar, analisar, discernir) se volta para a energia da dúvida e começa a chuva de pontos de interrogação desconfortáveis que causam ansiedade e uma imensa dose de paralisia.
A paralisia se dá pelo esbarrar no medo. Primeiro, porque ignoramos o próprio potencial e segundo porque estamos condicionados ao mais habitual do “mesmo jeito” e mais fácil. Sabe aquele confortável que sentimos que tem um desconforto oculto? Desconforto, porque não estamos de fato mudando como precisamos rumo a um estado positivo e de bem-estar. É um existir mas não um viver prazeroso.
Outro ponto a ser pensado é: o quanto realmente nos transformamos em todo esse ciclo a partir de dentro e não apenas pela pressão social exercida pela época. Vale a pena parar e sentir o próprio empenho e propósito e não apenas admirar e repetir as frases e vídeos motivacionais da época que são replicados com feroz velocidade e que emocionam a muitos.

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Leia mais: 6 hábitos de pessoas extremamente empáticas

Reflexões válidas, curativas e transformadoras

No processo de renovação, revolver algumas ideias pode ajudar a criar um movimento honesto consigo mesmo e de fato empoderador

1. Estou encarando meus medos de frente com concentração e paciência comigo mesmo? Ou ainda estou culpando o mundo pelo meu estado emocional? Qual meu papel na história da vida? Da minha vida?
2. Estou aprendendo com cada situação ou sinto cada desafio como um obstáculo intransponível e “chato”. Entro em constante criticismo e discordância arrogante ou procuro exercitar empatia, por mais difícil que possa parecer? O lado do outro existe e como é? Experimento essa pausa? Me permito sentir até um desconforto para entender de fato o que me incomoda?
3. Julgo e busco respostas para tudo, fora de mim e nem mesmo presto atenção na minha intuição? Na sabedoria linda de minha alma? Estou sempre reativo e com respostas prontas?
4. Estou exigindo e explanando ao mundo, juízos de valor e condutas que nem eu mesmo prático?
5. Qual tem sido realmente meu empenho no processo de renovação?

As reflexões acima nos ajudam a dar passos mais sinceros e a criar uma dinâmica de fato transformadora no mundo. É um exercício de se auto olhar importantíssimo!
Sabe … é um se enxergar, sentir-se primeiro, para então agir.
Tal prática reflexiva pode e deve ser feita de maneira leve sem aquele chicotinho da autopunição. Mas com um bom esmeril de arestas. Quando somos menos “cortantes” conseguimos ter uma presença interessante no mundo! Não, isso não significa ser apático e bonzinho, mas significa ser capaz de fluir com as situações sem dar ou receber tristeza. O mundo é física, sabe-se bem que aquilo que doamos, também recebemos. Nossa vida sempre é o reflexo de nós mesmos.
Outro dia li, que de bons de briga o mundo anda bem saturado, mas pergunto … E os bons de amor?
Um ciclo de positividade não combina com pavios. Nem curtos, nem longos. Mesmo porque o pavio é inanimado. O que explode é a carga interna. Se você cuidar da carga interna, esvaziar -se de negatividades e amarguras, rancores, arrogâncias a chama só vai iluminar, mas nada vai explodir.

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Práticas efetivas para um novo “ser” ser, independente da época

1. Estabelecer como prioridade, pausas diárias para um auto olhar amoroso e para uma conversa elevada com o silêncio. A meditação é uma boa pedida. O simples contemplar do mar, os pés no chão … Tudo com o cuidado de remover os medos e abrir espaço para pensamentos positivos e nunca punitivos.
2. Escutas, leituras e falas empáticas é uma moda que precisa pegar! Permita-se ouvir se colocando no lugar do outro. Acolha a ideia e mesmo que não concorde, não absorva tensão e nem emane o julgamento. Observe e desapegue. Ouça, sinta, experimente e solte, caso não seja a sua “praia”. Nem todos pensam igual. Aceitar isso facilita a vida. Todos possuem suas próprias e importantes experiências
3. Escrita meditativa e interessada é fundamental. Escreva, resgate o bom e velho diário. Escreva sobre seu dia, mas sem lamento. Sempre com uma visão de aprendizado, ainda que relate alguma tristeza. Tal prática vai condicionando a mente a transformar aquelas energias densas em algo que se dissolve fácil!
4. Cuide da nutrição de sua alma. Evite mergulhar em conteúdos de tragédia e confusões. Não se trata de ignorar os problemas do mundo, mas de não empoderar maldades e ganâncias. Esteja ciente: eles existem e nós podemos mudar isso. Mandar boas vibrações, participar de algum serviço voluntário, ler em asilos, ajudar o dia de alguém com um sorriso no elevador e ser gentil são precursores de grandes, grandes mudanças sociais. Começamos pelo nosso bairro, depois adiante! Mudar o mundo com raiva e rigidez mental é criar uma atmosfera de raiva e infelicidade.
5.Transforme pequenos hábitos cotidianos. Cuide de você! Veja sua alimentação, seu sedentarismo, arrume as próprias gavetas, limpe os cantinhos, plante sua horta, cultive suas flores, construa algo, restaure. Use suas habilidades criativas e manuais. Dance com ou sem música. Tudo isso fortalece internamente e se chama renovação.

Leia mais: Como a prática do silêncio pode mudar a sua vida

A linda e necessária utopia!

O movimento rumo a um bom e novo dia, novo ano, nova vida se dá antes pela própria auto realização. Largar condicionamentos sociais é parar de torcer o tornozelo e de tropeçar a cada passo. É parar de sentir essa dor que nos é dada. Não precisamos e não devemos mais aceitar. Nada lá fora nos dará de fato, o que precisamos para viver melhor e em paz.
Imaginem todos os seres auto realizados? Utópico? Talvez … mas seres auto realizados criam comunidades autossustentáveis, felizes e abundantes. A energia da utopia é que transforma e é o combustível real de qualquer renovação. É somente nesta época “aparentemente ruim” que podemos ter um intelecto ilimitado. O espaço é esse. É agora ou nunca.

Como disse Maya Angelou: “Você não deve passar a vida com uma luva de apanhador em ambas as mãos. Você precisa ser capaz de lançar alguma coisa”.

Valeria Amores
escrito por:Valeria Amores
Val é de Santos, gosta do nascer e do entardecer alaranjado que o céu do litoral concede quase todo dia! Pedagoga, apaixonada por projetos sociais e por movimentos que incluam o uso de todo potencial criativo, ou seja, toda ideia é uma semente cheia de valores. Toda ideia é flor e fruto. Toda ideia alimenta e nutre algo. Vegana , mãe de duas almas lindas, pratica meditação Raja Yoga, voluntária e aluna nas atividades da Brahma Kumaris Brasil . Estuda gestão ambiental, cozinha bastante, cria receitas veganas, compartilha, ensina. Tem 37 anos e acredita no poder da ecologia e da sustentabilidade interna como motivadores para um mundo melhor. Comunicativa, silenciosa e também faladeira, risonha , gosta de escrever e papear sobre coisa elevadas e positivas. Adora desconstruir limites que nos prendem a gravidade e ao peso, acredita na psicologia positiva sempre e tanto, o quanto for possível e necessário. Vamos voar para as possibilidade de melhoria, que tá na hora!

5 Comentários

  • Prezados amigos,
    Existem textos maravilhosos que seriam dignos de além de ser compartilhado, também serem guardados no computador, para serem lidos e relidos.
    Como fazer isso ?

  • Oi Charlene, boa tarde.
    Obrigado pela gentileza em me responder.
    Quer dizer que o máximo que podemos fazer com um belo artigo, seria compartilhar, mas se quisermos salvar no PC, nunca. É isso ?
    Mas tá bom, já é alguma coisa, vai dar um trabalhinho, mas quando a matéria é boa, o trabalho vale a pena.
    Parabéns aos artigos que estão sendo colocados.
    Um fraternal abraço

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