Reflexões

Tenha calma, respeite seu tempo

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Ah… Que belo seria se a humanidade fosse capaz de vencer todos os desafios que precisa para se tornar mais justa, harmônica e feliz! Acontece que as coisas não são nada simples!

Edgar Morin fala a respeito do pensamento complexo que, resumidamente, demonstra o quanto somos complexos, qualquer afirmação incisiva sobre nós, pode ser uma visão simplista de um todo que somos incapazes de dimensionar. E por que é tão importante ter consciência disso?

Para sermos mais cuidadosos conosco e com os outros, diminuindo a cobrança e a expectativa.

Soluções pequenas e lentas, é isso que a permacultura nos traz, não é mesmo?

É importante pensar onde queremos chegar, tanto enquanto humanidade, quanto enquanto ser humano. Para onde você quer ir? Mas, não podemos esquecer que fazemos parte de um emaranhado de relações, temos sentimentos com os quais nem sempre conseguimos trabalhar e tudo isso interfere para chegarmos onde queremos.

Talvez estabelecer metas menores e respeitar nosso próprio ritmo possa ser uma possibilidade de evitar algumas frustrações no caminho…

Vivemos tempos líquidos, é o que Bauman diz. Somos bombardeados o tempo todo com milhares de imagens de felicidade, basta estar conectado a uma rede social para compreender o que eu digo. E a liquidez dos tempos reside na forma dissoluta com que as coisas ocorrem.

Experimentando o “Não-Ser”

A culpa é nossa? Em partes sim, mas não podemos ver as coisas de forma tão simples… Basta pensar em todas as propagandas que vemos desde que nascemos, há pessoas tristes nelas?

Repetimos um padrão que nem sabemos exatamente de onde vem, nem para onde vai.

É preciso pensar positivamente, de forma leve e fluída. Da mesma forma que é necessário viver as dores e o peso delas, sem sentir culpa por isso, pois faz parte do processo.

Também é preciso lembrar que todos carregam suas dores e suas preocupações, isso nos exime da responsabilidade de buscar a perfeição. E, na mesma medida, lembra que é preciso estar atento a forma com que nos relacionamos uns com os outros.

E se ao invés de buscar o desenvolvimento pessoal, focássemos no envolvimento pessoal?

A busca seria por metas de autoconhecimento, ao invés de desenvolvimento profissional. Os resultados seriam medidos pela quantidade de coisas que você sabe sobre você, não o quanto sabe sobre a sua área profissional. Os índices seriam medidos não pela sua produção científica ou técnica, mas pela sua produção de paz interior.

E não se preocupe com o afastamento do resto do mundo, quando paramos para nos ouvir e curar, florescemos.

Gente florida não está muito preocupada em postar imagens no Instagram, simplesmente por que sabe que o perfume que exala é incapaz de ser sentido na tela do computador.

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Iana Couto
escrito por:Iana Couto
Uma tripulante do meio acadêmico, doutoranda em Ciências humanas, gosto de navegar por entre as caixinhas das áreas de conhecimento e tecer conexões nada obvias. E, dos rótulos que carrego, há aqueles que me agradam mais: permacultora, anarquista, feminista, espiritualista e louca, estão entre eles. Gosto de falar com pessoas, refletir, trocar e sentir. Observo e interajo o máximo que posso, deixo o coração encher e quando ele transborda, transcrevo tudo o que sinto. Disso surgem meus textos.

3 Comentários

    • Olá Vagner!
      Fico feliz que tenha gostado do texto.
      Em relação as citações, a única referência que faço é do livro Modernidade Líquida(2013), de Zygmunt Bauman.
      E Edgar Morin, do livro Introdução ao pensamento complexo (1995).
      Mas, mesmo nesse caso é apenas minha interpretação dos pensamentos deles. Todo o resto saiu da minha cabeça! hehehe
      Abraços

      • Obrigado, Iana. Elas me serão valiosas! Também sou adepto dessa mudança de perspectiva com relação aos nossos modos de vida, coisa que tem me incomodado nos últimos tempos e, no momento, estou em buscas de novas opções/caminhos para seguir.
        Um abraço.
        vagner

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