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O retiro que abriu nossa cabeça para a meditação

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Ainda morávamos em Portugal, em meados de 2013, quando despertamos interesse na meditação. Sentindo-me (sobre)carregado e movido por negativas vibrações, meus últimos dias andavam a me levar pelo triste caminho do stress. Aquele… também conhecido como o mal-do-século, e mal sabia eu que a única pessoa que estava criando a situação não era ninguém menos que eu. Como eu descubro isso?

Um retiro de meditação ao qual resisti um bocado antes de me entregar, acabou por se transformar em uma nova perspectiva dos meus mais profundo problemas. E finalmente uma resposta totalmente lúcida a perguntas que nem mesmo deveriam existir.

Mas você vai se perguntar: como a meditação poderia ser capaz de trazer essa resposta tão subjetiva que eu buscava, e a resposta foi o silencio interior, a vida e o coração no presente de um retiro que teve a capacidade de me trazer novamente para a complexa e ao mesmo tempo inocente realidade imutável de nossas vidas: não temos poder sobre nosso passado ou de prever o futuro e tudo que temos é o momento, o agora. Esqueça um pouco a conceitualização para plantar os pés no chão e dar uma volta por aí e, por que não!? Meditar!

E em um profundo retiro de meditação e silêncio de dois dias eu encontrei aquilo que buscava. Então que foi isso?

Nada.

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Foi a mais ou menos 3 anos atrás, quando ainda morávamos em Coimbra, Portugal, esse final de semana com um voto de silêncio nos levou a conhecer um pouco o mundo da meditação em um programa totalmente diferente e sem frescuras.

O local, a Quinta (sítio) da Mizarela, encontra-se mergulhada em uma serra remota, onde se respira do mais doce e bucólico perfume da vida rural, que se percebe já na pequena vila de Benfeita, Portugal ou o último rastro de cidades deixada para trás antes de chegar no vale que também acolhe um dos projetos permaculturais mais interessantes e bem sucedidos que pudemos experienciar e conhecer.

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O tema: a sustentação e o programa estão voltado para o projeto vida desperta, que nada mais é que uma proposta que parece simples mas é sim um desafio extremamente compensador, algo a ser descoberto e aprendido através da meditação e da vida plena e concentrada no mais belo dos sentidos, o de viver no presente.

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Habilmente conduzido por Peter e Cynthia Bampton, o retiro e as palavras dos co-criadores do projeto Awakened Life Project (Projeto Vida Desperta) foram extremamente avassaladoras, e no melhor dos sentidos. Levei um tapa na cara de mim mesmo quando descobri que toda minha dúvida e minha ânsia partia da minha tentativa de descobrir o caminho do bem, quando na verdade a procura por algo que distraía-me  do presente, de aproveitar cada minuto com a mulher da minha vida, com minha filhota canídea e reparar em como cada detalhe se torna mais vivo quando não tento comparar, desvendar, explorar ou simplesmente arranjar algum conceito para o que não pode ser contextualizado.

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O retiro funcionava assim: um clima relax e (claro) silencioso dentro daquele nosso voto descomprometido de silêncio, o mesmo que nos ajudou a mergulhar mais ainda nas sessões de meditações que começavam antes do café da manhã e, divididas entre varias sessões de 30 min. cada, se distribuíam ao longo do dia, entre as refeições leves e naturais, xícaras de chá e aquele silêncio e quietude somente quebrados pelas palavras inspiradoras de nosso amigo Peter e a movimentação paciente dos voluntários e moradores da Quinta, pessoas profundamente comprometidas com os propósitos de uma vida mais desperta. Simples assim!

Desperto então, ao final destes 3 dias de retiro, com coração e mente mas desprendidos de toda  sorte de artimanhas do nosso ego, esse cara tão influente e sacana, ele que sempre quer a última palavra. Podemos viver o presente mais leve, sem medo e sem tantos desejos. Sempre impressionável e um pouco menos convicto. Com amor e humildade, o passado e o futuro já não serão nada quando a profundidade do ser for Iluminada por um momento de meditação e presente.

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O que aprendi?

Não queira nada, e deixe estar, vivendo e deixando viver todo o resto em si. Não há estratagema que supere ao tempo e qualquer sofrimento ou ânsia deve ser produto do conteúdo, da consciência, e da tensão da existência, e da personalidade, da procura pela intensidade, do conforto do que é padrão, do que é facilmente captado e docilmente estabelecido como realidade.

Não seja você somente o sub-produto de impressões deixadas por momentos que não estão sob o seu controle e que não traduzem sua essência , aquela que só existe no presente e que esta mais viva e liberta que toda a cadeia de pensamentos que aprisionam o SER a esse ego que tanto orgulha e machuca.

Esperamos em breve ter toda turma do Projeto Vida Desperta no Brasil.

Para saber mais sobre o projeto acesse:  Projeto Vida Desperta.

Veja o vídeo ( a partir de 3min10)


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Jardim do Mundo
escrito por:Jardim do Mundo
Normal ou não, um clichê da sociedade contemporânea ou um casal unido por amor, afinidades e desafinidades, que transforma arte e ciências em pequenos projetos domésticos. Criar um jardim onde antes não se imaginava poder, provar de inúmeras receitas que são também oportunidades, utilizar e reutilizar ao máximo, aprender e aplicar princípios que projetam um estilo de vida mais simples e otimista, acreditando que podemos fazer algo de bom ou de belo enquanto fazemos algo para nós e não apenas para nós.

1 Comentário

  • Meditação e ações construtivas – eu fiquei um tempo no mosteiro shaolim na china desenvolvendo técnicas novas de respiração, meditação (yu chi) e movimentos. Voce tem razão, sem um ambiente para poder compartilhar boa energia ficaremos doentes com mais frequência. Gostei muito do artigo e de saber que há um movimento de pessoas sinergéticas e que podemos alcançar os mesmos resultados aquí perto do que alcansaríamos se fosse para china!

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