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Após uma breve estada em Paris e ainda embriagados pelos românticos vapores da cidade luz, iremos estrear a sessão “Drive-in do Jardim”, falando sobre Maria Antonieta, o filme épico de Sofia Coppola que conta a história dessa personagem brilhante, vivido por Kirsten Dunst. Entre as paixões e alienações da protagonista, o filme conta com a sensível perspectiva da filha, não menos famosa, do famoso diretor de Apocalipse Now (1979), Fransis Ford Coppola.

Nossa passagem pelos jardins do Palácio de Versalhes e pelos domínios da famosa rainha, inspiraram-nos os sentidos e em todos os sentidos foi uma experiência marcante ao imaginarmos os fantasmas e segredos que habitam o lugar e como a estética pode se tornar, inclusive, uma ferramenta do poder.

Um mito, assim como personagens históricos, podem ser tanto destruídos como edificados por meio de algumas palavras, sejam elas verdadeiras ou falsas. Isso é o que não acontece no  filme de Sofia Coppola, Maria Antonieta.

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A sensível diretora foi brutalmente criticada por fazer o retrato de uma rainha estilizada e fútil distante da personagem histórica ao mostrar a vida de Maria Antonieta desde seu casamento com o futuro Luís XVI, rei de França, até a derrocada final com a decapitação da família real e deposição da monarquia. A partir de seu ponto de vista, Sofia não mostra ao espectador nem uma megera perdulária nem uma santa, ela o conduz pelos sentimentos  da jovem garota, entregue à cova dos leões franceses, afogados em politesse, ainda aos quatorze anos.

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O que se vê na tela é um desfile de imagens idílicas, figurinos estonteantes (Oscar de melhor figurino para Milena Canonero) e, sobretudo poesia; por meio de um roteiro repleto de silêncio falado, mas pleno de imagens cantadas, os quais convidam o espectador a entrar na fantasia da jovem rainha. Sofia encontrou uma nova maneira de abordar uma personagem já muito desgastada pela História. 

Antes deste filme, ao se falar em Maria Antonieta pensávamos na “célebre” frase a ela erroneamente atribuída “Se o povo não tem pão, que coma brioches”; após o olhar de Sofia e a interpretação precisa de uma Kirsten Dunst nem sempre suportável, ao se falar em Maria Antonieta, pensamos em encanto e magia e ao saírmos do cinema a sensação de termos de conhecer a fundo a história desta intrigante soberana nos arrebata completamente. 

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Gostemos ou não de brioches, Sofia nos ensina que a vida não é só feita de som e de fúria como preconizou o bardo inglês, mas também de silêncio, música e magia. “I Want Candy” too! Cest ça! À Plus!

Trailer do Filme

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 Título Original: Marie Antoinette

Gênero: Drama
Duração: 123 min.
Ano: EUA/Japão/França – 2006
Direção e Roteiro: Sofia Coppola
Produção: Sofia Coppola e Ross Katz

 

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Jardim do Mundo
escrito por:Jardim do Mundo
Normal ou não, um clichê da sociedade contemporânea ou um casal unido por amor, afinidades e desafinidades, que transforma arte e ciências em pequenos projetos domésticos. Criar um jardim onde antes não se imaginava poder, provar de inúmeras receitas que são também oportunidades, utilizar e reutilizar ao máximo, aprender e aplicar princípios que projetam um estilo de vida mais simples e otimista, acreditando que podemos fazer algo de bom ou de belo enquanto fazemos algo para nós e não apenas para nós.

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