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Sustentabilidade

Economia solidária, vamos praticar?

Economia colaborativa

Você já ouviu falar em Economia Solidária? Não é nada de outro mundo, pelo contrário! Ela está mais perto do que você imagina e é uma maneira de fortalecer a sociedade porque coloca o coletivo em primeiro lugar.

Com as modernidades dos novos tempos viramos muitas vezes reféns de um sistema descontrolado, das facilidades de se substituir um objeto sem mesmo analisar se existe conserto do mesmo. Você vai à loja, escolhe, paga e sai “feliz”.

Se voltarmos duas décadas no tempo, lembraremos da comunhão que existia entre vizinhos. Estava fazendo um bolo e acabou  o açúcar? Vou ali na minha vizinha pedir um copo emprestado. Menino está com fome e o leito acabou? Pega um copo com o vizinho que está tudo certo. Minha mãe, quando ganhava um agrado da amiga, um delicioso bolo de fubá, por exemplo, ao devolver o pote que foi o doce, sempre voltava cheio de outra guloseima como sinal de agradecimento e sempre preparado de forma especial para aquela pessoa.

Hoje em dia perdemos estas pequenas gentilezas, vivemos num mundo com o tempo cada vez mais escasso, onde as trocas foram deixadas de lado e tudo se compra. O copo de açúcar do vizinho já não existe mais, pois não sabemos nem mesmo quem é o nosso vizinho, tampouco, temos a liberdade de pedir algo emprestado ou doado.

Mas acredito num mundo em que as pessoas possam fazer diferente. Acredito em algo chamado de economia colaborativa . Trocas, gestos, valorização do trabalho do outro sem a necessidade de uma moeda. São bens e produtos que são trocados entre si. Você sabe fazer uma costura? Pois bem, tenho uma horta em minha casa da qual revendo alguns alimentos para ajudar nas contas. Que tal trocarmos nossos serviços?

Nem tudo nesta vida precisa ser comprado. Quando colaboramos com uma economia de troca vai além do adquirir algo. É uma amizade que se faz, é a cumplicidade do gesto, é valorizar um dom que o outro possui, são trocas de experiências, de afetividade, de reconhecimento!

Vivemos num mundo fechado, compacto, onde só cabe a nós mesmos e nossas famílias. Nos fechamos em nossos mundinhos e não enxergamos as necessidades do outro, aquele que muitas vezes divide uma parede conosco e mal o cumprimentamos.

Não precisamos ser reféns das facilidades que nos é proposta, cada um tem um dom e esses dons podem ser valorizados de alguma forma. Aquela simples habilidade em desenhar pode se tornar um lindo quadro decorativo que vai enfeitar a sala de uma pessoa  que tem a facilidade de se comunicar, divulgar e exibir a sua arte.

Sim! Pode haver trocas. Nem tudo se compra. Amizade não se compra, gentilezas e realizações não tem preço. Podemos compartilhar e trocar nossos conhecimentos. Podemos trocar a facilidade de ir ali na loja comprar um celular novo, por uma permuta com alguém  que precisa de algo que você tem conhecimento, tanto quanto ele entende do problema que deixa seu celular lento e travando, ou até mesmo uma carona solidária para o vizinho ou colega que trabalha próximo a você.

Um exemplo concreto de economia solidária é o trabalho que vem sendo desenvolvido pela Associação Plante Vida, chamado Lixo Zero, lá nas montanhas do Sul de Minas Gerais, na cidade de Pouso Alegre. O material que iria para o lixo é transformado em “dinheiro verde”, a comunidade tem a oportunidade de trocar materiais recicláveis por alimentos e produtos de higiene. Uma economia colaborativa de um projeto socioambiental capaz de abranger a comunidade e o meio ambiente, trabalhando para que os dois fatores se complementam e se ajudem!

Para trocas e empréstimos podemos usar da modernidade das plataformas online que permitem aos usuários alugarem ou emprestarem objetos e oferecerem serviços de pessoas físicas, ou seja, conecta pessoas com interesses e necessidades em comum, uma atitude totalmente sustentável! Seguem alguns serviços disponíveis:

Tem Açúcar

Alooga

Spinlister

Armário compartilhado

Airbnb

Rent a local Friend

Blablacar

Dog Hero

Acredito em muitas coisas que podem mudar o mundo e acredito que a gentileza de uma economia colaborativa, bem como aquele velho hábito de pegar um copo de açúcar com o vizinho, podem trazer ao mundo pessoas com mais compaixão, menos egoístas, mais humanas e solidárias, que se preocupam com o próximo e não acreditam num mundo onde o dinheiro predomina, mas sim, o amor e gentilezas, pois gentileza gera gentileza!

 

Thais Ferreira
escrito por:Thais Ferreira
Libriana, mineira, vegetariana, sempre descabelada e roceira de coração! Tenho necessidade de montanhas, cachoeiras e sentir a brisa do fim da tarde de outono. O simples me encanta. Me interesso por yoga, bike, permacultura, cães, pessoas, sagrado feminino e gentilezas. Buscadora de conhecimentos, cachoeiras e pores-do-sol. Prezo a liberdade e a justiça. Formada em direito, mas na veia tenho mesmo é o sangue ambiental. A frase que carrego comigo: “Seja gentil sempre que possível. Sempre é possível”, pois acredito que o amor e a gentileza podem mudar o mundo!

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