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Farmácia Viva – 10 plantas medicinais para ter no jardim

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Uma alimentação saudável, contato com a natureza, atividades físicas e tratamentos naturais. Esta equação é considerada ideal para manter a saúde em dia. Mas nem todo mundo consegue seguir estritamente essas regras. No entanto, lançar mão de um chá ou plantas medicinais sempre foi uma alternativa para o bem-estar, desde os tempos de nossas avós.

Essa prática tão antiga permanece sendo muito utilizada nos dias atuais. Que tal começar uma farmácia viva em casa, montando um jardim de plantas medicinais para ajudar nas suas rotinas de autocuidado, de forma mais natural e saudável?

A iniciativa é vista como algo positivo pelos especialistas que, no entanto, alertam para itens básicos para quem não quer correr riscos.

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“As pessoas não devem usar plantas das quais não têm conhecimento e das quais não há comprovação científica que é benéfica”, explica a farmacêutica Amanda Viegas Valverde, tecnologista em desenvolvimento da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz).

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Conheça 10 espécies e saiba como podem ser utilizadas

 

Poejo (Mentha pulegium)

  • Indicação terapêutica: Como expectorante, estimulante de apetite, para perturbações digestivas, espasmos gastrointestinais, cálculos biliares e infecção da vesícula biliar.
  • Parte utilizada: Folhas
  • Preparo: Chá por infusão, 1 grama da planta para 150 ml de água. O chá não deve ser consumido mais que três vezes ao dia.
  • Atenção: Não deve ser usado por mulheres grávidas e por crianças menores de 6 anos.

 

Aroeira (Schinus terebinthifolius Raddi)

  • Indicação terapêutica: Inflamação vaginal, corrimento, cicatrizante.
  • Parte utilizada: Cascas dos caules.
  • Preparo: Chá é usado em compressas ou banhos de assento (1 grama de matéria-prima para 1 litro de água).
  • Atenção: Usar, no máximo, duas vezes ao dia.

 

Carqueja (Baccharis trimera)

  • Indicação terapêutica: Distúrbios digestivos e dispepsia.
  • Parte utilizada: Partes aéreas.
  • Preparo: Chá por infusão, 3 g de matéria-prima para 150 ml de água. Pode ser consumido de duas a três vezes ao dia.
  • Atenção: Não deve ser usado por mulheres grávidas.

 

Guaco ( Mikania glomerata)

  • Indicação terapêutica: gripes e resfriados, bronquites alérgicas e infecciosas, e como expectorante.
  • Parte utilizada: Folhas.
  • Preparo: Chá por infusão, 3 gramas de matéria-prima para 150 ml de água, ou xarope, 20 g de folhas secas em 100 ml de álcool 70%p/p.
  • Atenção: Usar no máximo de três vezes ao dia.

Hortelã ( Mentha spicata)

  • Indicação terapêutica: Calmante
  • Parte utilizada: Folhas
  • Preparo: Chá por infusão, 3 g de matéria-prima para 150 ml de água. Tomar uma vez ao dia.

 

 

Goiabeira ( Psidium guajava L.)

 

  • Indicação terapêutica: Diarreias não infecciosas.
  • Parte utilizada: Folhas jovens.
  • Preparo: Chá por infusão, 2 gramas de matéria-prima para 150 ml de água.
  • Atenção: Tomar no máximo dez vezes ao dia doses de 30 ml.

Pitanga (Eugenia uniflora L.)

  • Indicação terapêutica: Febre em criança.
  • Parte utilizada: Folhas.
  • Preparo: Chá por infusão, 10 gramas de folhas para 1 litro de água.
  • Atenção: O chá deve ser usado em banhos, até duas vezes ao dia.

 

 

Camomila – (Matricaria chamomilla L.)

  • Indicação terapêutica: Calmante
  • Parte utilizada: Flores
  • Preparo: Chá por infusão, 2 gramas de matéria-prima para 150 ml de água.
  • Atenção: Consumir uma vez ao dia.

 

 

Salsa (Petroselinum sativum)

  • Indicação terapêutica: diurético e anti-hipertensivo
  • Parte utilizada: Folhas
  • Preparo: Chá por infusão, 3 gramas de matéria-prima para 150 ml de água, ou consumir a planta ao  natural.

 

 

Arnica (Solidago microglossa)

  • Indicação terapêutica: Para hematomas e machucados.
  • Parte utilizada: Folhas e flores
  • Preparo: Chá ou sumo da folha pode ser usado em um banho ou esfregando diretamente no local.

 

 

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Jardim do Mundo
escrito por:Jardim do Mundo
Normal ou não, um clichê da sociedade contemporânea ou um casal unido por amor, afinidades e desafinidades, que transforma arte e ciências em pequenos projetos domésticos. Criar um jardim onde antes não se imaginava poder, provar de inúmeras receitas que são também oportunidades, utilizar e reutilizar ao máximo, aprender e aplicar princípios que projetam um estilo de vida mais simples e otimista, acreditando que podemos fazer algo de bom ou de belo enquanto fazemos algo para nós e não apenas para nós.

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