Reflexões

Autorresponsabilidade: Enquanto culparmos os outros não seremos felizes!

O Caboclo e o autoconhecimento de George Avis

Você sabe o que é autorresponsabilidade? 

Em algum momento de nossas vidas nos deparamos com situações que não nos agrada.

  • Pode ser o emprego que não está mais nos desafiando, nem nos remunerando a contento.
  • Pode ser o nosso corpo, que não está na forma como desejamos.
  • O acúmulo de dívidas que esteja nos incomodando.
  • A família que não nos apoia.
  • Problemas amorosos.

Essas são apenas algumas entre tantas outras coisas, tidas como comuns a vida de cada um de nós.

Diante disso, tenho uma pergunta a te fazer.

Quando você se depara com situações que te desagrada qual a reação que costuma ter?

Culpar outras pessoas ou circunstâncias pela sua situação atual, ou buscar nas suas atitudes, os motivos de pelos quais se encontra da forma como está?

Se você não está satisfeito (a) com os resultados que têm obtido, fique certo (a) de que nada acontece por acaso, em nossas vidas, nada é coincidência e o destino somos nós que fazemos.

Autorresponsabilidade, convidamos você a entender sobre ela e começar uma incrível transformação para tudo aquilo que deseja!

 “Você é o único responsável pela vida que tem levado. Você está onde se colocou. A vida que você tem levado é absolutamente mérito seu, seja pelas suas ações conscientes ou inconscientes, Pela qualidade de seus pensamentos, seus comportamentos e suas palavras. Por mais doloroso que seja, foi você que levou sua vida ao ponto em que está hoje. Sendo assim só você poderá mudar essa circunstância”

Paulo Vieira

O que é a Autorresponsabilidade?

Autorresponsabilidade é capacidade de tomar para si a responsabilidade por tudo que acontece na sua vida, por mais inexplicável que seja, ou por mais que pareça estar fora do controle de suas mãos.

As nossas decisões de hoje, tanto as conscientes, como as inconscientes, determinam como será o nosso futuro. São os nossos comportamentos, pensamentos e sentimentos que criam a nossa realidade.

Quando afirmamos: “A minha vida está como Deus quer”, retiramos de nós a responsabilidade por ela e colocamos em Deus, como se ele estivesse trabalhando contra nós.

 “O que tens semeado isso será o que colherás” (Gálatas 6:7)

Isso pode parecer muito assustador em um primeiro momento, mas na realidade, é libertador porque, se somos os únicos responsáveis pela vida que estamos levando agora, isso significa que depende apenas de nós para transformá-la.

Você pode estar pensando: “Não, eu não controlo tudo em minha vida, para começo de conversa, eu não decidi nascer nesta família, neste bairro, nem neste país.”

 Sim, é verdade, não controlamos tudo o que acontece em nossas vidas, contudo, podemos escolher como reagir a todos os acontecimentos do nosso dia a dia.

Podemos decidir entre sentar e reclamar da vida ou levantar a cabeça, pensar em um objetivo, criar metas e trabalhar duro para alcançá-las.

Quando os acontecimentos não geram os resultados que desejamos, temos basicamente duas opções:

  1. A primeira é assumir a responsabilidade, ver onde erramos, procurar aprender com os erros e mudar.
  2. A segunda é achar um culpado (a), justificando assim as nossas falhas e sejamos sinceros (as), isso quase sempre é mais fácil.

Logo de pronto, você deve pensar, “Eu não faço isso!”

Mas, será mesmo que você está se autorresponsabilizando por toda a sua vida, ou apenas por aquilo que convém?

A resposta nós vamos descobrir juntos (as), a partir de agora!

Como agem as pessoas sem Autorresponsabilidade?

As pessoas que não praticam a Autorresponsabilidade, normalmente são reativas, manipuláveis e normalmente não ocupam grande posição dentro da sociedade.

Veja a alguns, exemplo, bem simples:

  •   Se as coisas não vão bem no trabalho a culpa é do chefe implicante;
  •   Se eu estou acima do peso, a culpa é do meu metabolismo lento;
  •   Se um casamento não está feliz, quem é o principal culpado, o seu cônjuge, a secretária que usa saia curta, o futebol com os amigos, a vizinha faladeira, a esposa que só reclama?

Todas essas são formas de apontar o erro no outro e simplesmente ignorar os nossos, muitos de nós somos peritos em arrumar desculpas que justifiquem resultados indesejados.

Uma pessoa sem autorresponsabilidade, não traça objetivos audaciosos, por não admitirem a ideia de ter que se empenhar, colocando todos os seus esforços no presente, para atingir seu objetivo no futuro.

Pessoas sem autorresponsabilidade, diante de uma oportunidade, concentram seu foco em tudo que pode dar errado, ao invés de pensar em como fazer aquilo dar certo, ou seja, a encontrar soluções.

São incapazes de reconhecer seus erros e aprender com eles, assim seguem repetindo os mesmos comportamentos e tendo os mesmos resultados de novo e de novo, num ciclo vicioso infernal e infinito.

Como agem as pessoas autorresponsáveis?

Os autorresponsáveis possuem uma visão otimistas das coisas, são motivados (as), produtivos (as) e alegres, independentemente do que esteja acontecendo ao seu redor.

Diante de desafios um (a) autorresponsável opta por não reclamar, criticar, ou mesmo apontar culpados, o foco não é direcionado ao problema, por isso, sempre buscam em si e no meio em que convivem as soluções que precisam, agindo assim sem perda de tempo, com pensamentos limitantes em injustiças e fracassos.

Essas pessoas reconhecem que, de uma forma ou de outra, criam a situação em que se encontram e buscam aprender com o que deu errado para que o resultado indesejado não se repita.

E mesmo quando tudo está dando certo, elas não se acomodam, estão sempre buscando formas de melhorar nas suas relações pessoais ou profissionais.

Podem ser chamados de Eternos aprendizes!

E você, em qual perfil se encaixa?

Bem, a notícia maravilhosa é que em qualquer uma das situações, existe espaço para melhorar e progredir e é sobre isso que vamos falar agora.

Como se tornar uma pessoa autorresponsável?

Quando as coisas não tomam o rumo que imaginávamos, ou até que buscávamos, de alguma forma precisamos realizar mudanças, concorda?

Mas, você já se perguntou, de onde essa mudança precisa vir?

A resposta, está dentro de você… a mudança, precisa preencher o interior, para que possa se expandir para o mundo exterior, ou seja, ela começa de dentro para fora!

“Mude a si mesmo e todo mundo mudará a seu redor. Mude a você mesmo e experimentará uma nova vida.”

(Paulo Vieira)

Contudo, por onde começar?

Como colocar a autoresponsabilidade em prática?

O autor Paulo Viera, cita em sua obra “O poder da ação”, 6 leis que irão te ajudar a praticar a autorresponsabilidade e vou compartilha-las com você, acompanhe:

Lei 1. Não criticar o outro

Ao invés de perder o seu precioso tempo com críticas, que tal mostrar uma visão positiva ao outro, dar uma ideia, uma sugestão, despontar o interesse além do problema, quando nós paramos de apontar os erros das pessoas, o nosso foco passa a ser o resultado e como consegui-lo.

Para isso utilize palavras de incentivo e positividade, no lugar de outras que podem deixar as pessoas sem perspectivas de que algo bom se concretize.

Ao passar a agir dessa forma, você perceberá os resultados que serão muito mais positivos, além, de conseguir despertar no outro o carinho e a admiração.

É ou não é, maravilhoso?

Lei 2. Não reclamar

Pessoas que só reclamam, além de se tornarem chatas, acabam atraindo para si mais daquilo de que não gostam, pois, seu foco está sempre nos problemas e nunca na solução.

A reclamação é a fuga da autoresponsabilidade, onde coisas indesejadas que aconteceram deixam de ser um problema nosso e passa a ser de outra pessoa ou das circunstâncias.

Não existe outra alternativa: Ou reclamamos, colocando toda a nossa energia no problema ou agimos com o nosso interesse na solução.

Qual caminho lhe parece melhor e mais produtivo?

Lei 3. Não buscar culpados

Buscar culpados é uma maneira simples e rápida de se desresponsabilizar pelos fatos e resultados obtidos.

Quando buscamos culpados, perdemos uma oportunidade e um tempo precioso, onde poderíamos entender e aprender com os nossos erros, para assim deixar de repeti-los gerando outros resultados indesejados.

Lei 4. Não se faça de vítima

Muitas pessoas preferem se fazer de vítima, seja criticando e reclamando ou se colocando na posição de inferioridade e sofrimento e gastam tanta energia nesta empreitada que não sobra nem um pouco para irem atrás de soluções transformadoras.

Para prosperar, é preciso parar de odiar o mundo e de se vitimizar como se fossem o centro de uma conspiração universal.

Lei 5. Não justifique os seus erros

Errar faz parte do processo de amadurecimento, é saudável e necessário.

Porém, quando deixamos de reconhecer um erro, deixamos também de aprender com ele e continuamos agindo da mesma maneira prejudicial.

O escritor Paulo Vieira afirma que, “Não existem erros, apenas resultados”, portanto, tudo o que nos acontece de ruim não são erros nem fracassos, são efeitos das nossas atitudes.

Logo, se não gosto da minha realidade atual, posso buscar novas formas de agir e assim chegar a outro tipo de resultado. Agindo assim serei autorresponsável pelos meus resultados.

Lei 6. Não julgue as pessoas

Nós estamos sempre fazendo escolhas, até a ofensas são opcionais, se alguém me diz ou me faz algo, decido se aquilo vai me ofender ou não.

Agora reflita comigo, um desconhecido ou qualquer outra pessoa, deve ter o poder sobre nossas emoções?

Assim, ao invés de julgar e condenar as pessoas ao seu redor, tente compreender suas atitudes, ao invés de tentar mudar as outras pessoas, respeite o jeito de ser de cada um.

Nós podemos mudar a nós mesmos, nunca ao outro, contudo, ao sentirem as nossas respostas, com certeza eles podem começar a procurar a mudança.

Conclusão

Nada acontece por acaso em nossas vidas e as nossas atitudes é que determinam se os nossos resultados serão bons ou ruins.

Nossos comportamentos, pensamentos e sentimentos determinam a nossa realidade.

Jardim do Mundo
escrito por:Jardim do Mundo
Normal ou não, um clichê da sociedade contemporânea ou um casal unido por amor, afinidades e desafinidades, que transforma arte e ciências em pequenos projetos domésticos. Criar um jardim onde antes não se imaginava poder, provar de inúmeras receitas que são também oportunidades, utilizar e reutilizar ao máximo, aprender e aplicar princípios que projetam um estilo de vida mais simples e otimista, acreditando que podemos fazer algo de bom ou de belo enquanto fazemos algo para nós e não apenas para nós.

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