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Recuperando a energia vital através do contato com a Terra

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O que poderia ajudar os ciclistas do campeonato Tour de France (Volta da França, um campeonato de ciclismo) a dormir profundamente, curar feridas provocadas por estradas esburacadas, curar tendinite, além de sentir vitalidade, ânimo e recuperar a energia vital durante os dias exaustivos de corrida? O segredo é um saco especial de dormir – um saco “aterramento”. A descoberta de como usar a energia vital da Terra para curar pode beneficiar a todos, assim como a energia beneficia aqueles que passeiam ao ar livre com os pés descalços.

Os antigos chineses sabiam sobre a capacidade de cura da Terra e chamavam a energia da Terra de qi, que é um tipo de energia vital. Matteo Tavera, um agrônomo francês, via todos os seres vivos como antenas eletricamente relacionadas com a terra e com o céu. Ele lamentou o nosso estilo de vida moderno e disse, em 1969, em seu livro La MissionSacrée, “Os contatos elétricos [agora] estão mais lentos ou totalmente ausentes”.

A descoberta do aterramento

Ober Clinton chegou ao seu entendimento de aterramento através da ligação entre intuição, medicina tradicional e observação sob a ótica da ciência moderna. Ele descreve como ele chegou a esse entendimento no livro Earthing: The most important health discovery ever? (Aterramento: a descoberta sobre saúde mais importante de todas?), por Clinton Ober, Stephen T. Sinatra, M.D., e Martin Zucker.

Nascido em 1944 e criado em uma fazenda em Montana, Ober se tornou responsável pela fazenda e seus cinco irmãos ainda adolescente, quando seu pai morreu. Um parente mais velho aconselhou-o que um ensino de qualidade não era necessário, que o conhecimento poderia ser adquirido através da leitura e da consulta a especialistas.

[ Leia aqui sobre os benefícios de andar de pé descalço]

Depois da agricultura, Ober entrou no negócio de instalação de TVs a cabo e se tornou muito bem sucedido nas indústrias de cabo e de telecomunicações.

A consciência de si e o aterramento

Em 1993, após uma doença altamente mortal, Ober percebeu que ele era um escravo de suas posses. Ele então deu ou vendeu tudo o que tinha e embarcou em uma viagem pelos Estados Unidos para encontrar sua missão.

Ganhou a primeira dica na Flórida: “Então, uma noite, sentado e olhando através da baía enquanto estacionado em Key Largo e perguntando o que eu deveria estar fazendo, automaticamente escrevi num pedaço de papel, ‘me tornar uma carga oposta”, diz ele no livro.

“Ao me levantar na manhã seguinte, uma estranha noção passou pela minha mente: a própria Terra estava tentando me dizer algo. […] Uma força irresistível me levou a entender que nós, os seres humanos, temos uma conexão bioelétrica com a terra – uma conexão que se faz com um simples contato com o solo, que neutraliza a carga no corpo e, naturalmente, protege o sistema nervoso e os campos endógenos do corpo de interferência elétrica externa”.

Ober continuou sua jornada e foi parar em Sedona, Arizona, ainda se perguntando qual era sua missão. Em 1998, a resposta veio de uma pergunta: “Usar sapatos com sola de borracha ou plástico, […] isolando-nos do chão, poderia afetar a saúde?” Seus experimentos caseiros o levaram a seu primeiro estudo publicado, relatado abaixo: Radicais Livres.

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Radicais Livres

Cerca de 12 de anos atrás, descobriu-se que as doenças crônicas eram originadas de inflamações, uma condição causada pelos radicais livres. Os radicais livres são moléculas ou átomos com elétrons desemparelhados em suas camadas externas. Eles circulam no organismo e roubam elétrons de tecidos saudáveis.

Os resultados são doenças crônicas, de doenças gengivais ao câncer. A circulação de muitos radicais livres é chamada estresse oxidativo, o qual se acredita desempenhar um papel importante na causa do envelhecimento e nas doenças relacionadas ao envelhecimento.

Exposição a campos eletromagnéticos (CEMs), poluição eletrônica de baixo grau oriunda de equipamentos eletrônicos e sistemas de cabos em nossos edifícios, aumentam as inflamações e enfraquecem nosso sistema imunológico. CEMs também diminuem a melatonina, o hormônio regulador do sono.

Primeiro estudo publicado sobre o aterramento

Para o primeiro estudo de Ober, Grounding the Human Body to Neutralize Bio-Electrical Stress From Static Electricity and EMFs, publicado em 2000, em ESD, ele escolheu 60 pacientes que tiveram dores musculares,  dores nas articulações e problemas com o sono. Mostrou-se que todos os pacientes tinham uma corrente elétrica média no corpo acima de 2 volts.

Eles foram divididos aleatoriamente em um grupo que praticava o aterramento e um grupo controlado para não praticar o aterramento. Os campos elétricos dos dois grupos eram comparáveis, porém, o grupo dos não aterrados tinha um campo elétrico um pouco mais fraco. À todos foi dado colchões com almofadas de fibras de carbono com um fio que estava ligado ao chão que se estendia para fora do quarto. Para 30 pacientes, o fio foi ligado ao solo, o que reduziu o campo deles para uma média de 10 milivolts ou menos durante o sono.

Resultado da pesquisa

Os resultados foram fortemente a favor do aterramento. Cem por cento dos indivíduos aterrados se sentiu revigorado ao acordar. Cerca de três quartos sentiu alívio de dores crônicas e 80% teve alívio da rigidez muscular.

Dos não aterrados, nenhum experimentou alívio da dor nos músculos ou nas articulações, mas três dos não aterrados sentiram melhoras em todas as outras categorias. O grupo dos aterrados também relatou alívio de doenças respiratórias, TPM, apnéia do sono e hipertensão.

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Earthing: The most important health discovery ever?  é um relato fascinante de uma pesquisa não-patrocinada feita sem os milhões em dinheiro concedido ou um diploma de doutorado. O livro é adequado para qualquer idade.

O que os moradores da cidade podem fazer se não quiserem ficar com os pés pretos enquanto caminham pelas ruas da cidade com os pés descalços? (Sim, uma pessoa pode ficar aterrada através de concreto, mas não no metrô.) Como você se aterra se estiver em um prédio? Ober projetou lençóis, colchões e até sandálias para o aterramento.

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escrito por:Jardim do Mundo
Normal ou não, um clichê da sociedade contemporânea ou um casal unido por amor, afinidades e desafinidades, que transforma arte e ciências em pequenos projetos domésticos. Criar um jardim onde antes não se imaginava poder, provar de inúmeras receitas que são também oportunidades, utilizar e reutilizar ao máximo, aprender e aplicar princípios que projetam um estilo de vida mais simples e otimista, acreditando que podemos fazer algo de bom ou de belo enquanto fazemos algo para nós e não apenas para nós.

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