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Psicodália – vivendo um carnaval alternativo

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Que festival lindo!! Cheio de música, arte, energia boa, natureza, pessoas gentis e do bem! Foram 5 dias de muita diversão e com música 24h por dia. Quando não eram as bandas dos palcos fazendo seus shows, eram as pessoas acampadas que se reuniam e faziam música. Além de um festival lindo e super organizado, estávamos (foram mais de 5 mil pessoas) em meio a natureza, com muitas árvores, lagoa, cachoeira, nascer do sol, por do sol e tudo o mais que a natureza pode nos oferecer.

O que mais senti lá foi gratidão por tudo que estava acontecendo! Mas vamos falar mais sobre como foi o Psicodália 2016, que aconteceu entre 05 e 10 de fevereiro, em sua 19ª edição.

Em pleno carnaval estava eu chegando no Psicodália, um festival multicultural realizado em Rio Negrinho em Santa Catarina, e quem me recebeu depois da chuva que pegamos na estrada foi o sol! Este que reinou em todos os 5 dias de festival, indo contra todas as previsões que diziam que ia chover todos os dias. E logo que comecei a montar minha barraca, eis que escuto o famoso grito de guerra do festival: Wagneeeeer!!

Ps: Wagner foi um cara que em um dos primeiros Psicodália se perdeu na mata e todos se mobilizaram para encontrá-lo, e desde então se tornou grito de guerra. E a qualquer hora você ouve um “Wagneeeer” e logo outras pessoas começam a gritar o nome. Fiquei curiosa para conhecer quem era esse tal Wagner.

Terminado de montar acampamento, não esperei mais nenhum minuto, fui pro show que tava rolando num dos palcos principais. O festival contava com 4 palcos para shows: Solar, Lunar, Guerreiros e Livre. No Solar os shows aconteciam do começo da tarde até a noitinha. No Lunar, eles começavam as 21h e iam ate as 3h da manhã e depois os shows continuavam no Guerreiros até amanhecer. E o Livre recebia artistas de tardezinha, e quem quisesse podia se inscrever durante o festival para tocar e cantar no palco Livre.

Nessa primeira noite curti muito o show do Bixo da Seda e da Bandinha de Dá Dó. Duas bandas desconhecidas para mim, mas que adorei conhecer (como muitas outras do festival). Isso é uma das coisas bacanas do festival, poder conhecer artistas renomados e artistas que estão iniciando sua carreira. Pude assistir, nos outros dias, Nação Zumbi, Steppenwolf, Elza Soares, Terreno Baldio entre outros nomes muito conhecido pelo grande público. E também pude ouvir bandas que estão iniciando suas carreiras como O berço, Tagore (que conquistou meu coração de cara), Mandala Folk, Vulcanióticos e muitos outros também. Ao todo foram mais de 50 atrações musicais durante todo o festival!!

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E além de tanta música linda, tinham também oficinas de macramê, técnica de desenho, fotografia, tie-dye, performance circense, construção de instrumentos e sobre muitas outras coisas. Elas aconteciam durante o dia e para fazê-las era só chegar no QG das oficinas uma hora antes do início da oficina que queria fazer e se inscrever. Enquanto tivesse vagas as inscrições ficavam abertas. Algumas poucas oficinas não precisavam de inscrição, era só chegar onde ela estava acontecendo e pronto.

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Outra coisa bacana do festival era o Cinedália, um cinema instalado no festival. Lá as pessoas podiam chegar com sua toalha, canga ou mesmo nada, deitar na grama e curtir o filme que estivesse passando. Tinha desde filmes psicodélicos até desenhos animados para as crianças e para alguns adultos também.

E não acaba por aí não!! Ainda tinha teatro! Isso mesmo com várias peças superbacanas para quem quisesse assistir. E funcionava como o Cinedália, era só entrar e assistir.

E além de todas essas atrações musicais, teatrais, manuais, visuais e artísticas ainda tinham:

  •  trilha da cachoeira – 40 min de caminhada numa trilha no meio da mata e em grande parte pelo meio do riacho até chegar à cachoeira.
  •  lagoa – lugar lindo e do lado dos campings, onde se podia tomar banho ou ficar curtindo a vista debaixo de uma sombra.
  • tirolesa – mais de meio minuto (parece pouco, mas não é) em suspensão e voando por cima do festival. Uma visão linda de toda a extensão da fazenda e da área que circunda o festival.
  •  lojinhas – espaço para artesãos vender suas artes.

É tanta opção que no fim não damos conta de fazer tudo que pensávamos em fazer. Até porque é necessário dormir algumas horas por dia também.

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Camping

O festival contou esse ano com 5 áreas para camping, mais de 310 banheiros espalhados por toda a fazenda e ainda um estacionamento.

Alimentação

Que foi no festival tinha 2 opções: fazer sua comida, seja na cozinha comunitária ou no acampamento ou lanchar ou almoçar na praça de alimentação, onde também era servido lanches e pratos vegetarianos e veganos.

O festival contava ainda com o saloom e vários bares espalhados próximos aos palcos e à praça de alimentação.

Crianças e animais de estimação

Sim, é totalmente possível levar crianças ao festival. Para elas há o espaço kids, onde elas podem se divertir com brincadeiras e com a construção e brinquedos. É super saudável ir em família ao Psicodália.

E é muito tranquilo de levar seu cachorrinho, sendo que você cuide dele e das sujeirinhas que ele faz.

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Coisas lindas que existem no Psicodália

 

  • Você deixa a bateria da sua câmera carregando no bazar, onde circula muita gente, e sai. E quando volta ela ainda está ali!
  • As pessoas deixam na monitoria ou na rádio Kombi (rádio do festival) os objetos que encontram pelo festival, para que seja devolvido para o seu dono.
  • Você conhece pessoas de vários cantos do Brasil e de fora do Brasil e troca muitas ideias.
  • Você faz amizades com pessoas bacanas ou melhor, começa a dançar e festejar com pessoas que nunca viu e que tornam-se amigos.
  • As pessoas se ajudam.
  • Você encontra pelo festival aquele artista ou aquela banda que curtiu muito e eles param e compartilham ideias contigo.
  • As pessoas são conscientes, quase não se vê lixo no chão, e isso que são 5 dias de festival.
  • Ser você mesmo, por mais estranho que seja, e mesmo assim as pessoas te respeitarem.
  • Saber que a qualquer hora do dia sempre tem algo muito bacana pra fazer ou assistir.
  • Alguém gritar “Wagneeer” e várias outras pessoas começarem a gritar também.

Psicodália e sustentabilidade

A ideia do festival, além de levar muita música, arte e diversão para todos que participam dele, é também respeitar a natureza. Para isso há várias lixeiras espalhadas por todo o festival, e várias delas com separação de tipo de lixo. Além disso, o festival conta com banheiros comuns e banheiros secos. E, segundo Jessica Pertile, coordenadora da gestão ambiental do Psicodália, nesta edição 4.164 litros de resíduos foram para composteira.

Além disso, o festival se preocupa em conscientizar as pessoas que participam sobre cuidar da natureza, não desperdiçar água e separar o lixo, seja através de folhetos informativos ou pela rádio Kombi.

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O que levo do meu primeiro Psicodália

Sim, foi meu primeiro Psicodália. E o que levo dele é muita inspiração, amizades, 3 dreads, várias fotos, muitas experiências inesquecíveis, muito aprendizado, vários banhos de água fria, muita festa e alegria e uma vontade enoooorme de não ter vindo embora. O Psicodália é realmente um universo paralelo, e é o universo real e ideal, o que temos aqui fora é apenas uma ilusão. Que venha o próximo Psicodália!!

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Site oficial do festival : Psicodália

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Charlene Peruchi
escrito por:Charlene Peruchi
Uma metamorfose ambulante que acredita num mundo melhor e em um ser humano vivendo em harmonia com a Natureza. Amante da fotografia, do artesanato e de músicas incomuns, diz que não viveria por muito tempo sem a arte na sua vida. Atualmente, está aprendendo a ser vegetariana e estudando sobre sustentabilidade. Diz que quer viver fazendo o que gosta e que ajudar o próximo é uma atitude nobre. Um ser complexo que gosta da vida simples.

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