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Play for Peace: organização que leva alegria a comunidades fragilizadas

Levar alegria a lugares que se encontram em situações hostis. Este é o objetivo do Play for Peace, criado pelo norte-americano Craig Dobkin logo após o acidente que o deixou paralisado em 1995. O que hoje é uma organização internacional, começou com atividades recreativas para reunir crianças, jovens e comunidades em conflito. O objetivo é utilizar jogos cooperativos para gerar risadas, compaixão e paz entre os participantes. A prática é muito usada em campos de refugiados, o que permite com que as pessoas se conectem e criem laços com leveza e facilidade.

Tive a oportunidade de participar de uma jornada de “jogos pela paz” em Gênova, cidade onde moro. Por ser no norte da Itália, muitos imigrantes chegam de diversos cantos e a maioria enxerga a capital da região como uma parada rápida antes de alcançar o objetivo final: França ou Alemanha. Mas pelos desvios da vida, tantos permanecem e acabam dando a partida por aqui mesmo. Até que a vida se estabilize, existem os campos de refugiados e espaços que acolhem imigrantes. Lugares nem sempre acolhentes e quase nunca alegres. Por isso a importância de uma ação que transforme as energias.

E foi assim que um grupo repleto de diversidades continentais se divertiu com as brincadeiras, mãos dadas, saltos e rodopios. Nossos facilitadores eram o casal Agyatmitra e Swati, vindos diretamente da India. Para finalizar, um cartaz com as diversas línguas faladas ali, celebrando a mistura.. A alegria pode salvar o mundo. Este projeto pode parecer uma semente pequena ou superficial, mas saber que em um momento de incerteza e solidão alguém se importa com o teu sorriso, muda tudo. Você também pode começar de onde estiver, agindo localmente, quem sabe com um sorriso?

Karol Denardin
escrito por:Karol Denardin
Jornalista por formação, depois de alguns anos no mercado, largou tudo para viajar. Encontrou muitas respostas e tantas outras perguntas enquanto trabalhava em fazendas na Itália. Amante da lua, permacultura, bioconstrução e tudo que possa conectar com a natureza. Aspirante a fotógrafa e vegetariana, hoje vive na Itália e trabalha com crianças e adolescentes da periferia de Genova. Vivendo o presente e confiando sempre que o Deus Mu Dança.

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