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Paraty, dias de aventura, beleza e natureza

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Há exatamente um ano atrás, chegávamos ao Brasil de mala e cuia e nosso primeiro destino foi Paraty, Rio de Janeiro! Lá permanecemos por três meses, depois de uma estada de anos em diversos países da Europa, e tivemos o prazer de conhecer um pouco mais dessa cidade, assim como de seus eventos nacionalmente conhecidos, como a Flip e o Festival da Cachaça.

Nas palavras do grande arquiteto e urbanista Lúcio Costa, “Paraty é a cidade onde os caminhos do mar e os caminhos da terra se encontram, ou melhor, se entrosam”. Praias, cachoeiras, mata atlântica, arquitetura deslumbrante, história, cultura, gastronomia e muito mais estavam a nossa espera.

Um “tiquinho” de história

Fundada por volta de 1600, Paraty passou por diversas transformações: serviu de ponto de escoamento do ouro das Minas Gerais para Portugal, depois investiu pesado na produção de cachaça, tornando-se referência sobre o assunto, outra vez serviu de porto de escoamento, agora do café brasileiro, para Portugal. Após a abolição da escravidão, viu sua população ser reduzida pela metade e ficou esquecida por um longo período. Até que na década de 1970, voltou a ocupar um lufar de destaque no país, desta vez do ponto de vista turístico, com a inauguração da Rio-Santos.

Uma grande herança e múltiplas atrações

Paraty oferece atrações capazes de emocionar e proporcionar grandes aventuras até hoje:

Estrada Real

Composta por 4 caminhos, foi criada pela coroa portuguesa para evitar o desvio do ouro das Minas Gerais e fazer com que chegasse diretamente à Paraty e depois ao Rio de Janeiro. O caminho velho, 710 km ligando Ouro Preto à Paraty, é ideal para quem gosta de ecologia, aventura e cultura. As agências de viagem oferecem diferentes pacotes para explorar o caminho: a pé, de bike, a cavalo e em jeep 4×4.

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Centro histórico

Começou a escurecer é hora de aproveitar o centro histórico. Tombado pelo IPHAN e tratado pela UNESCO como o “conjunto arquitetônico colonial mais harmonioso” é o cenário ideal apara namorar, bater papo com os amigos, paquerar e ouvir boa música. Conta com lojinhas pra lá de charmosas, galerias de arte e artesanato, boa música e restaurantes com a melhor comida caiçara da região, além da tradicional cachaça. Outro passeio interessante é pelos alambiques que preservam boa parte da história e rendem tardes bem alegres!

O Centro também sedia o principal palco da Flip, evento de referência para os amantes da literatura. É, também, o ponto de partida para os passeios marítimos às praias mais distantes e ilhas da região. Uma delas, a Ilha do Araújo, revela o cotidiano dos legítimos caiçaras. E a Ilha dos Cocos é perfeita para um mergulho livre em águas cristalinas. De volta ao continente, o lado se águas cristalinas. De volta ao continente, o lado serrano de Paraty é coberto pela mata, pontilhado por cachoeiras e serpenteado por trilhas construídas por escravos nos séculos 18 e 19.

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Comunidade quilombola

Não deixe de visitar a comunidade quilombola do Campinho da Independência, a 13 km da cidade. Além do restaurante que serve uma comida deliciosa, é possível apreciar a casa do artesanato e desfrutar de uma experiência que mescla cultura, história e natureza. As operadoras oferecem pacotes que incluem até contação de histórias.

Praia, cachoeira ou reserva?

Na dúvida, explore as 3 opções. Paraty tem belas praias e uma baía cheia de embarcações, há opções de mergulho, passeios de lancha e de escuna, caiaque, etc. A quantidade de opções para quem curte ecoturismo e aventura é quase infinita: rafting,arvorismo, tirolesa, visitas e trilhas pelos parques, praias e cachoeiras em cenários como o do Parque Nacional da Serra da Bocaina.

Hospedagem em Paraty

Estrutura turística completa: é possível alugar de bicicletas até lanchas! As acomodações são as mais diversas: pousadas,hotéis e imóveis para temporada com faixas de preço bem variáveis. Há parques de camping, não é permitido camping selvagem.

Por causa da falta de cabeamento moderno e do relevo, Paraty é uma cidade para se desligar do mundo digital. O sinal de 3G de qualquer operadora de celular costuma ser ruim. E também não espere muito das redes wi-fi, que caem com o mau tempo.

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Jardim do Mundo
escrito por:Jardim do Mundo
Normal ou não, um clichê da sociedade contemporânea ou um casal unido por amor, afinidades e desafinidades, que transforma arte e ciências em pequenos projetos domésticos. Criar um jardim onde antes não se imaginava poder, provar de inúmeras receitas que são também oportunidades, utilizar e reutilizar ao máximo, aprender e aplicar princípios que projetam um estilo de vida mais simples e otimista, acreditando que podemos fazer algo de bom ou de belo enquanto fazemos algo para nós e não apenas para nós.

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