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A crise dos 30 anos, se você não teve, ainda terá!

crise dos 30 anos

O tempo passa, os 30 anos chegam e quando a gente menos espera…pá! Você começa a se questionar qual é o seu propósito de vida, o que você fez até aqui, se está satisfeito com a sua vida amorosa, com a sua tão almejada carreira profissional. Enfim, com uma infinidade de perguntas que surgem no decorrer da vida, principalmente nesta fase, quando você já não se sente mais tão jovem e nem tão velho assim!

Mas, aí vem a pergunta que para muitos, assim como para mim, é bem difícil de responder: “Qual é o meu propósito de vida?”. Minha resposta, primeiramente seria: “- Uma vida que vale a pena ser vivida”.

Só que se você ainda não sabe qual é a vida que vale a pena ser vivida, vem com a gente que faremos uma reflexão juntos!

A crise dos 30

A vida muitas vezes passa ligada no botão automático e nem percebemos que o tempo passou, para muitos ela é percebida quando já não tem mais a mesma disposição para a balada, prefere ficar em casa assistindo um bom filme ou ir para um barzinho, um local mais tranquilo, que não vire a noite. Quando você se dá conta que engordou uns quilinhos e quando vai fazer uma dieta o seu organismo já está mais lento e você não emagrece com a mesma facilidade de quando tinha uns vinte e poucos anos. Caso você esteja sedentário e resolva praticar uma atividade física, percebe que a sua disposição não é mais a mesma, pois você trabalha o dia todo e ainda tem que ter tempo para fazer algo mais – o corpo parece não acompanhar. Se você trabalha, tem filhos, família, provavelmente tem mais obrigações, ou seja, tudo parece mais acelerado e o tempo ainda mais curto.

Aí começamos a nos questionar se tudo aquilo faz sentido, se aquela decisão tomada lá atrás, quando ainda era adolescente, de fazer aquele curso superior foi a melhor escolha. O tempo passa tão depressa que muitas vezes não conseguimos nos questionar sobre o que estamos fazendo, tomamos decisões sempre pensando no futuro e esquecemos de viver o momento presente.

Porém, uma hora a “ficha cai” e é aí que surgem os questionamentos, alguns param por aqui, já outros resolvem refazer e vão a procura do seu propósito de vida.

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O que nos foi “imposto”

Para quem está na casa dos trinta e poucos anos, passou por uma época em que a coisa mais importante para a sociedade era ter uma carreira bem-sucedida. Ser “bem-sucedido” é ter um bom emprego, celebrar um casamento maravilhoso, fazer uma linda lua de mel, ter dois carros na garagem para atender às necessidades da família, pois agora se tem filhos, comprar ou construir a casa dos sonhos e trabalhar muito para formar os filhos para que eles sigam o mesmo rumo e depois você se aposentar e poder desfrutar da vida.

Nossos pais trabalharam duro para nos proporcionar tudo isto, pois muitos não tiveram a oportunidade de fazer, a não ser a obrigação de constituir uma família. E assim segue de geração em geração.

Muitas pessoas que chegaram nos 30 anos tem se questionado se tudo isso faz sentido, pois chegaram nos 30 com uma super carreira – alguns também com uma super família – mas até o momento não fizeram quase nada para a sua felicidade, nesse tempo todo você seguiu o propósito de vida de alguém, não o seu.

Claro que existem pessoas realizadíssimas com aquilo que fazem e com aquilo que tem, e não precisam desligar o botão do automático, pois estão felizes assim. Mas, aqueles que questionam o momento presente que estão vivendo, do passado que viveram e das escolhas que fizeram e estão nesta crise, hoje se perguntam o que fizeram até aqui e sentem uma dor existencial, como se estivessem vivido até agora uma vida que não é a sua.

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A crise existencial

Bate uma forte vontade de viver intensamente quando você percebe que nesses anos todos você apenas sobreviveu, que muitas decisões tomadas não foram suas, que o botão automático esteve ligado o tempo todo sem que você se desse conta e esteve “robotizado” pela sociedade.

É como se quando nascemos nos dessem um manual de instruções e seguimos a vida guiados por ele. Estudamos anos e anos coisas externas que nunca fizeram sentido pra vida e para o nosso lado emocional, assim, aprendemos a sobreviver sem olharmos para dentro.

Fomos condicionados a encontrar a felicidade nas coisas materiais e para isto tivemos que trabalhar horas e horas e mais horas extras para poder comprar o carro do ano, ter a casa dos sonhos, vestir as roupas da moda, ir às baladas mais badaladas, fazer os retoques estéticos necessários para esconder a idade – como se tudo isto fosse o suficiente para suprir a felicidade.

Hoje, passando por uma crise existencial, você se olha e pergunta para o seu interior se está tudo bem, se aquilo tudo o fez feliz e preencheu a sua vida, daí vem a resposta mais dura para muitos: NÃO!

Com a resposta negativa você faz várias outras perguntas internas e descobre que por anos você trabalhou com algo que nunca gostou e hoje sabe o que NÃO quer pra vida, porém, não sabe o que quer da vida. Difícil, né?! Aí você define que quer algo que faça sentido pra você, pois passamos a maior parte do nosso tempo trabalhando e se não fizermos o que nos dá prazer, vamos sobrevivendo.

Se essas perguntas e dificuldades te assombram, faça delas um apetitoso prato e desfrute do momento presente, momento pelo qual talvez você nunca tenha estado e sentido.

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Faça uma reflexão de tudo o que te deu prazer até hoje e de tudo o que não te trouxe coisas boas.

Tente levar uma vida mais simples e comece a se olhar pelo lado de dentro.

Reconheça suas linhas de expressão, pois elas são lindos sinais de uma vida.

Talvez o seu propósito de vida esteja aí: descomplicar a vida do lado de dentro! Aí sim você vai poder observar as sutilezas e poder seguir o seu coração ao invés de limitações postas pela sociedade que ainda vive enclausurada em padrões.

Thais Ferreira
escrito por:Thais Ferreira
Libriana, mineira, vegetariana, sempre descabelada e roceira de coração! Tenho necessidade de montanhas, cachoeiras e sentir a brisa do fim da tarde de outono. O simples me encanta. Me interesso por yoga, bike, permacultura, cães, pessoas, sagrado feminino e gentilezas. Buscadora de conhecimentos, cachoeiras e pores-do-sol. Prezo a liberdade e a justiça. Formada em direito, mas na veia tenho mesmo é o sangue ambiental. A frase que carrego comigo: “Seja gentil sempre que possível. Sempre é possível”, pois acredito que o amor e a gentileza podem mudar o mundo!

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