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5 motivos do porquê você precisa assistir Okja

Okja

O que dizer sobre Okja?! Um filme, que mostra como a indústria de alimentos é cruel e fria com os seres vivos, tudo pelo lucro. Tocante e comovente, este é daqueles filmes com uma trama simples em sua superfície, mas que em seus detalhes residem os mais poderosos estudos e a mais forte crítica em torno de nossa sociedade.

*** Atenção contém  spoilers!

Em Okja, uma empresa, chamada Mirando, resolve fazer uma campanha dizendo que seus produtos são livres de transgênicos. A campanha consistia em desenvolver super porcos, com a mentira de que encontraram a espécie no Chile. Alguns desses animais foram dados para fazendeiros locais de alguns países para serem criados. Ao final de 10 anos, um deles seria escolhido como o maior super porco e participaria de um festival em comemoração a esse feito. A campanha foi lançada e depois de 10 anos, Okja foi a escolhida.

Okja cresceu numa montanha no interior da Coreia do Sul. Mija conviveu com Okja desde sua infância, já que o seu avô era quem cuidava das duas. Ao saber que a super porca iria para Nova Iorque, Mija começou a lutar para que isso não ocorresse.

Muitas coisas acontecem durante o filme, vamos ver agora 5 motivos, pelos quais você precisa ver Okja.

1. Pelos animais

Mija e Okja

O filme tem uma pegada em defesa dos animais. Quem é vegano sabe dessa luta que acontece contra a indústria de alimentos, principalmente a pecuária, e da exploração dos animais. O filme retrata essa cena, em que de um lado estão Mija e FLA (uma organização a favor dos animais) e de outro está a Mirando, uma empresa que visa lucro, mesmo que isso signifique agir de forma não ética, mentindo e explorando animais.

2. Pelas cenas fortes e tocantes

Okja muito abatida

Algumas das cenas mais fortes acontecem enquanto Okja está na Mirando. Desde a que ela é forçada a acasalar com um macho da espécie dela até quando mostra todos os super porcos confinados em pátios enormes. Desses pátios eles vão para um corredor, para então serem mortos.

Uma cena que me comoveu muito, como várias outras, foi a que Mija e Okja estão passando por entre esses pátios e uma das super porcas empurra seu filho para fora da cerca para que ele saia daquele sofrimento e tenha uma vida melhor. E não é porque é um filme, animais têm sentimentos na vida real. Eles choram, sentem dor, ficam assustados, como ficam alegres também. E a indústria da carne não se importa em os criar apenas para matar.

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3. Falta empatia

Okja como atração principal

É triste ver as cenas finais do filme em que dezenas de super porcos estão confinados em pátios, envoltos com cerca elétrica, sendo encaminhados para a morte. E mais triste ainda, ver as pessoas que trabalham nesses lugares e que os donos desses lugares não exprimirem nenhum sentimento sobre o que estão fazendo. A empatia não existe. Parece que para essas pessoas os animais não sentem, eles são vistos como produtos.

4. Marketing e mídia são tudo

Nancy Mirando e toda sua maldade

Nada que uma “boa” campanha colocando palavras como orgânico, sustentável ou dizendo que os animais são criados da melhor forma, que iludam as pessoas a continuarem comprando carne (de boi, porco, frango e peixe) achando que não estão fazendo mal a ninguém. A questão é que não importa como são criados, a questão é que continuamos a explorar animais que não tem como se defenderem e que são, em muitas vezes, criados em más condições para que no fim virem dinheiro na conta bancária de grandes empresas.

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5. O amor pelo próximo

ALF – Frente de Liberação Animal discutindo maneiras de como salvar Okja

Quando criamos um animal de estimação não vamos querer matá-lo para comer no jantar. Isso porque você criou vínculos afetivos com ele. Mas e quando você não tem vínculos com o animal? Aqui sobra a empatia, reforçando ela novamente, de não querer o sofrimento pro outro. E não é porque é um animal que não temos que ter empatia ou tratá-los como inferiores a nós. Eles não são, animais criam vínculos entre eles também e sentem como nós.

Curiosidade:

O processo de produção de Okja obrigou seu realizador a repensar completamente seus hábitos alimentares. Parte da pré-produção da obra fez com que Joon-ho tivesse que visitar abatedouros e assistir a documentários sobre o tema. Resultado: o cineasta decidiu parar de comer carne. “Quando você finalmente chega lá [ao abatedouro], há esse cheiro. E não se pode sentir nenhum cheiro no cinema. Então, voei de volta para a Coreia do Sul e lá é um paraíso do churrasco. Em toda esquina de toda rua há churrasco sendo feito. Então, lentamente voltei a comer carne. No processo de realizar este filme, meu nível de consumo de carne decaiu. Agora, estou gradualmente me tornando um pescetariano“, declarou o cineasta durante um evento de promoção de Okja. Isso significa que Joon-ho vem adotando um regime alimentar – o pescetarianismo – baseado em peixes e frutos do mar.

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Charlene Peruchi
escrito por:Charlene Peruchi
Uma sonhadora, que acredita num mundo melhor e nos seres humanos vivendo em harmonia com a Natureza. Amante da fotografia, do artesanato e de músicas incomuns, diz que não viveria por muito tempo sem a arte na sua vida. Vegetariana por amor ao próximo e praticante de Yoga por amor a si. Em resumo, é um ser complexo que gosta da vida simples.

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